Enquanto a cosmologia - ciência das leis que regem o universo - é desvendada gradativamente, o homem é agraciado diariamente com oportunidades de crescimento pessoal e evolução espiritual.
A expansão da consciência que vem ocorrendo tem impulsionado muitas pessoas a buscarem o autoconhecimento e quem se engrandece com isto é o Eu Interior! Consequentemente, toda a coletividade terrestre segue sendo beneficiada.
Quando a luz do raciocínio clareia a mente através do discernimento, a escuridão deixa de ser uma zona e torna-se um estado, onde cada um escolhe permanecer ou não. É aí que o Ego começa a se dissipar, pois toda ação provoca uma reação, onde o resultado pode ser de desfrute ou sofrimento.
Os laços que nos unem à relação de causa e efeito são muito estreitos e é por isso que a responsabilidade kármica é intransferível.
Esta roda de samsara - transmigração - é retratada através da simbologia contida nas cartas ciganas, tarô, entre outras. São imagens que representam todos os aspectos da vida humana em sua jornada e os seus efeitos quando bem aplicadas só podem ser terapêuticos, já que o símbolo é um importante veículo plástico e adaptável de comunicação entre o consciente e o inconsciente.
O que cada carta realiza, é uma transferência de conteúdos psíquicos até então "invisíveis" à consciência, para a observação e interpretação objetiva. Este acaso significativo, ou seja, uma "coincidência" que tem algo de relevante com a nossa realidade interior foi lançado por Jung como a Teoria da Sincronicidade. A qualidade desses conteúdos é revelada pela qualidade de cada carta, permitindo ao terapeuta, decodificá-los para o consulente na forma de orientações e sugestões. O autoconhecimento ocorre no momento em que o consulente utiliza essas informações para si como instrumentos de transformação, permitindo que as mudanças necessárias aconteçam dentro de si mesmo.

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